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Convivendo com a intolerância a lactose



Publicado em 09/10/2015
É difícil pensar em um cardápio saboroso sem leite e seus derivados. Para algumas pessoas, retirar o leite, o chocolate, o queijo e os demais derivados da alimentação é necessário.
A intolerância à lactose, segundo especialistas, é comum e um tanto imprevisível. Ela ocorre quando o organismo deixa de produzir uma enzima chamada lactase, responsável por quebrar a molécula dupla de açúcar, formada pela glicose e galactose, no leite. Quando esse processo não ocorre, o açúcar cai diretamente no estômago e solicita a entrada de água no intestino, provocando cólica e diarreia.
É importante ressaltar que existem níveis de intolerância, pois a quantidade de enzima lactase produzida pelo corpo varia de pessoa para pessoa. Algumas possuem uma deficiência mínima na produção da enzima, ao passo que outras não a produzem. Isto irá afetar o seu nível de intolerância.
Durante a infância, o corpo produz muita enzima lactase, pois o leite é a fonte primária de nutrição após o nascimento. Geralmente, o corpo diminui a quantidade de lactase produzida conforme a pessoa vai envelhecendo e sua dieta variando, com o acréscimo de novos tipos de alimentos. Com o tempo, esse declínio na produção de lactase pode levar a um quadro de intolerância à lactose.
Este tipo de intolerância ocorre quando o intestino delgado deixa de produzir a quantidade normal de lactase por causa de alguma doença ou cirurgia. Algumas condições que podem levar a um quadro de intolerância à lactose secundária são a doença celíaca, gastroenterite e a doença de Crohn. 
Restringir a alimentação é uma das alternativas para conviver com a disfunção, mas não a única. Para contornar a ausência da enzima natural podemos usar a Lactase via oral, que deve ser ingerida sempre antes da alimentação que contenha leite.
O uso da Lactase amplia as possiblidades alimentares para os intolerantes a lactose, que podem consumir livremente produtos lácteos e derivados de leite em suas receitas.