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As isoflavonas da soja e a reposição hormonal



Publicado em 27/02/2012

O consumo de isoflavonas de soja pode ser uma opção de tratamento da menopausa para as mulheres que não desejam fazer reposição hormonal tradicional. Esta é a conclusão de um estudo realizado na UNIFESP. A pesquisa demonstrou que o extrato de soja padronizado, com 120g de isoflavonas aliviou os sintomas da menopausa e melhorou a qualidade de vida das pacientes.
Ondas de calor, insônia, nervosismo, melancolia, dores de cabeça, palpitações e formigamentos são os principais sintomas do climatério.
Vários estudos nas mulheres orientais mostram que menos de 15% queixam-se de fogachos (ondas de calor). As orientais também apresentam reduzida incidência de câncer de mama, doenças cardiovasculares e osteoporose em relação às ocidentais, fato atribuído ao elevado consumo se soja e derivados.
Uma questão delicada envolvendo a reposição com isoflavonas, que é a falta de padronização de seus componentes. Pesquisas da Embrapa informam, por exemplo, que a soja cultivada em lugares frios tem mais isoflavonas do que a planta que cresce em regiões quentes. O clima onde é cultivada a soja, a espécie utilizada e o cuidado no processamento para obtenção das isoflavonas são os principais fatores que dificultam a padronização.
Para melhorar os sintomas a concentração de isoflavona deve ser de 40% e as doses diárias recomendadas variam de 90 a 150mg dependendo da intensidade dos sintomas.
A isoflavona representa mais uma opção terapêutica para as mulheres na menopausa que não desejam ou não podem aderir à terapia de reposição hormonal.
Fonte: Saúde em Movimento 2005